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domingo, 25 de fevereiro de 2024

PRIMEIRO PORTO DO PIAUÍ PROMETE AMPLIAR ECONOMIA DO ESTADO

 Apesar de ter registrado o quarto maior crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB), dentre todas as unidades da federação, entre 2002 e 2021, o Piauí registrou uma das mais baixas participações no PIB nacional (0,7%) no mesmo período.

Parte da explicação pode estar no fato de que o estado é o único banhado pelo Oceano Atlântico que não possui um porto marítimo, tendo que recorrer aos portos de Itaqui (MA) e Pecém (CE) para escoar sua crescente produção agropecuária e de minérios, perdendo arrecadação de impostos para seus vizinhos.

Essa realidade, no entanto, deve mudar, com a inauguração do Porto de Luís Correia, prevista para ocorrer ainda este ano.

Para que saísse do papel, o empreendimento precisou cumprir alguns requisitos, dentre os quais, o parecer favorável da Marinha do Brasil (MB). Responsável pelas regras de ordenamento do espaço aquaviário brasileiro, a Força Naval acompanha o projeto desde o início, a fim de garantir que sejam atendidas as exigências da legislação e das Normas da Autoridade Marítima correspondentes.

A inauguração da primeira etapa, em dezembro do ano passado, contou com a participação do Navio de Apoio Oceânico (NApOc) “Iguatemi”, que mostrou a capacidade do leito marítimo costeiro de receber embarcações com até nove metros de calado (distância entre o ponto mais baixo do navio, conhecido como quilha, e a linha de superfície da água).

A dragagem, que até o momento já retirou mais de 600 mil metros cúbicos de areia do leito marinho, continua na segunda fase, para que a região atenda navios ainda maiores, de até 15 metros de calado.

“A ação proativa da Marinha foi imprescindível para viabilizar a construção desse Porto, orientando e mantendo a troca constante de informações com todos os envolvidos. Buscamos nos antecipar aos fatos e permitir a devida adequação do projeto ao ordenamento marítimo”, esclarece o Capitão dos Portos do Piauí, Capitão de Fragata José Eduardo da Silva, acrescentando que estão previstos mais testes no segundo semestre, para verificar a possibilidade da navegação de cabotagem, isto é, para transporte marítimo de cargas.

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